Dou por mim a pensar que algo não está bem, o quanto gostaria que as
coisas fosse diferentes, que não me sinto completa ou feliz, mas depois
paro e penso o que foi feito para mudar esse sentimento e vejo que
nada... Que mais um dia fui consumida pela rotina de não chegar a lado
nenhum, de passar mais um dia e nada mais que isso, aquela rotina
enfadonha e depois penso, hoje vou fazer algo diferente, hoje vou
quebrar a rotina, vou correr sem parar,correr até me doer as pernas, vou
gritar junto do mar para que se oiça do outro lado do oceano de forma a
liberta-me destas correntes que me prendem, deste sufoco que se tornou o
meu dia a dia sem retirar partido de aprendizagem ou evolução, sinto
que estagnei, sinto que cheguei ao fim da estrada, que não encontro o
brilho nem a luz que queria, depois olho para trás e vejo que mais uma
vez nada fiz, que não passo da intenção de fazer algo diferente... E
nesse momento em que caiu mais uma vez no mesmo e na mesma rotina penso,
o que é a felicidade? será ela eterna ou momentânea? e sem dar por mim
vou recordado momentos de felicidade, respondendo ao quanto esta é
momentânea, vou recordando o momento de ansiedade e felicidade de um
novo emprego,de um momento com amigos, a felicidade da família reunida
para um almoço, de uma pintura ou uma música que ouvi no rádio... Mesmo
me sentido como se um tijolo estivesse no meu peito, como se estivesse
num buraco cimentado, com um aperto que não tem explicação, mesmo nessas
alturas basta por vezes uma pequena música, uma imagem para que naquele
instante, naquele momento eu me sinta aliviada e de certa forma feliz, e
essa rotina estranhamente me faz evoluir e perceber ao que dou
importância e do que sinto falta.
A mulher que foi criança que o é, que não deixa de ser menina mas que tem corpo de mulher, idade e responsabilidades como tal... Menina Mulher e muitas vezes criança
sexta-feira, 8 de março de 2013
rotina
Dou por mim a pensar que algo não está bem, o quanto gostaria que as
coisas fosse diferentes, que não me sinto completa ou feliz, mas depois
paro e penso o que foi feito para mudar esse sentimento e vejo que
nada... Que mais um dia fui consumida pela rotina de não chegar a lado
nenhum, de passar mais um dia e nada mais que isso, aquela rotina
enfadonha e depois penso, hoje vou fazer algo diferente, hoje vou
quebrar a rotina, vou correr sem parar,correr até me doer as pernas, vou
gritar junto do mar para que se oiça do outro lado do oceano de forma a
liberta-me destas correntes que me prendem, deste sufoco que se tornou o
meu dia a dia sem retirar partido de aprendizagem ou evolução, sinto
que estagnei, sinto que cheguei ao fim da estrada, que não encontro o
brilho nem a luz que queria, depois olho para trás e vejo que mais uma
vez nada fiz, que não passo da intenção de fazer algo diferente... E
nesse momento em que caiu mais uma vez no mesmo e na mesma rotina penso,
o que é a felicidade? será ela eterna ou momentânea? e sem dar por mim
vou recordado momentos de felicidade, respondendo ao quanto esta é
momentânea, vou recordando o momento de ansiedade e felicidade de um
novo emprego,de um momento com amigos, a felicidade da família reunida
para um almoço, de uma pintura ou uma música que ouvi no rádio... Mesmo
me sentido como se um tijolo estivesse no meu peito, como se estivesse
num buraco cimentado, com um aperto que não tem explicação, mesmo nessas
alturas basta por vezes uma pequena música, uma imagem para que naquele
instante, naquele momento eu me sinta aliviada e de certa forma feliz, e
essa rotina estranhamente me faz evoluir e perceber ao que dou
importância e do que sinto falta.
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