sexta-feira, 8 de março de 2013

rotina

Dou por mim a pensar que algo não está bem, o quanto gostaria que as coisas fosse diferentes, que não me sinto completa ou feliz, mas depois paro e penso o que foi feito para mudar esse sentimento e vejo que nada... Que mais um dia fui consumida pela rotina de não chegar a lado nenhum, de passar mais um dia e nada mais que isso, aquela rotina enfadonha e depois penso, hoje vou fazer algo diferente, hoje vou quebrar a rotina, vou correr sem parar,correr até me doer as pernas, vou gritar junto do mar para que se oiça do outro lado do oceano de forma a liberta-me destas correntes que me prendem, deste sufoco que se tornou o meu dia a dia sem retirar partido de aprendizagem ou evolução, sinto que estagnei, sinto que cheguei ao fim da estrada, que não encontro o brilho nem a luz que queria, depois olho para trás e vejo que mais uma vez nada fiz, que não passo da intenção de fazer algo diferente... E nesse momento em que caiu mais uma vez no mesmo e na mesma rotina penso, o que é a felicidade? será ela eterna ou momentânea? e sem dar por mim vou recordado momentos de felicidade, respondendo ao quanto esta é momentânea, vou recordando o momento de ansiedade e felicidade de um novo emprego,de um momento com amigos, a felicidade da família reunida para um almoço, de uma pintura ou uma música que ouvi no rádio... Mesmo me sentido como se um tijolo estivesse no meu peito, como se estivesse num buraco cimentado, com um aperto que não tem explicação, mesmo nessas alturas basta por vezes uma pequena música, uma imagem para que naquele instante, naquele momento eu me sinta aliviada e de certa forma feliz, e essa rotina estranhamente me faz evoluir e perceber ao que dou importância e do que sinto falta.